“E QUANDO Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se
dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do
templo.” (Mateus 24, versículo 1 )
O Templo, naquela época, era considerado como uma
das maravilhas arquitetônicas do mundo. O templo era impressionante, e,
para os Judeus representava a presença de Deus entre eles.
Jesus reconheceu a beleza do tempo, porém, fez uma
pergunta, e Profetizou:“Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não
ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.” (Mateus 24:2)
Diz o comentarista que, como na época do
profeta Jeremias, A DESTRUIÇÃO DO ADORADO Templo dos judeus seria o castigo de
Deus por terem se afastado Dele (Se afastado de Deus).
Os discípulos se preocuparam com aquela afirmativa
de Jesus, conforme descreve o texto de Mateus, capítulo 24, versículo
3: “E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus
discípulos em particular, dizendo: Diz-nos quando serão essas coisas, e que sinal
haverá da tua vinda e do fim do mundo?”
A pergunta subdivide-se em três:
“...quando serão essas coisas...”
“...e que sinal haverá da tua
vinda...”
“...e do fim do mundo?”
O Monte das Oliveiras tem 820 metros de altura.
Jesus e os seus discípulos estavam cansados. E seria uma boa oportunidade para
os discípulos indagarem de Jesus sobre a derribada do Templo, porém, eles
preferiram fazer uma pergunta que tivesse uma grande extensão, indo
daquela época ao fim do mundo.
O profeta Zacarias predisse que o
Messias ficaria sobre este mesmo monte quando retornasse para estabelecer o seu
reino eterno (Zc 14.1-4).
Deste
feita, iniciaremos o cumprimento das profecias de Jesus, com a destruição do
Templo, conforme o capítulo que se segue.
Destruição
do Templo
de Jerusalém
Os judeus se revoltaram contra o domínio romano.
Vespasiano foi designado pelo cruel imperador Nero para sufocar a revolta dos
judeus.
Vespasiano, com sua tropa, matou grande número de
judeus, porém, não conseguiu dominá-los.
Com a morte de Nero, em 9 de junho de 68 d.C,
Vespasiano assumiu o império romano.
O cumprimento da profecia de Jesus, sobre a
destruição do Templo (Mateus 24:1-2), aconteceu no ano 70 d.C,
quando os judeus não suportando as perseguições impostas por Vespasiano,
se rebelaram contra a sua autoridade imperial.
O general Tito, filho de Vespasiano, que depois também se tornou
imperador de Roma, comandando um exército de 70 mil soldados,
formados por romanos, árabes e sírios, cercou Jerusalém durante
sete meses, mandando construir um muro muito alto, deixando o povo de Deus
cercado. Terminada a construção do muro, Tito com sua tropa invadiu Jerusalém;
e teve início a um dos maiores combates sangrentos registrado no tempo da
Maravilhosa Graça.
O exército de Tito matou 40 mil soldados; um milhão e cem mil
civis – crianças, adultos, idosos, mulheres grávidas, amamentando –
morreram pela espada ou pela fome, pois a cidade ficou sitiada.
A tropa inimiga agiu implacavelmente com assustador
requinto de perversidade. O templo foi destruído e queimado, restando
tão-somente o muro ocidental de sustentação da esplanada, que depois recebeu o
nome de Muro das Lamentações.
Com Jerusalém cercada, e faltando
alimentos, houve terrível fome, pois o comentarista Itamir Neves, no seu
livro Comentário Bíblico de Mateus, diz: “A fome foi tão impiedosa que
algumas mães comeram seus filhos para não morrerem.”
Itamir continua: “Grupos rivais dentro da cidade
massacraram uns aos outros e profanaram o templo
muito antes das tropas romanas entrarem e destruírem a
cidade...”
Eusébio de Cesaréia, no seu livro História
Eclesiástica, relata, com mais profundidade, a angustia vivida pelo povo judeu
num cerco que durou sete meses. E cita a advertência de Jesus que se encontra
nos Evangelhos de Mateus, Lucas e Marcos, que diz: “Ai das grávidas, das que
tiveram amamentando naqueles dias. Pois haverá grande aflição, tal que jamais
houve desde o princípio do mundo até agora, nem haverá.”
Flávio Josefo, no seu livro História dos Hebreus,
capítulo 36, página 1334, destaca: “Espantosa crueldade dos sírios e dos árabes
do exército de
Tito e
mesmo de alguns romanos que abriram o ventre dos que fugiam de Jerusalém para
procurar ouro. Horror que Tito sentiu com isso.”
Muitos
judeus conseguiram pular as muralhas e fugiram, levando consigo ouro no seu
ventre.
Diz o historiador Flávio Josefo que “Vários então
dos sírios e dos árabes (do exército de Tito) começaram a abrir o ventre dos
prisioneiros para procurar nas suas entranhas o metal com que queriam
satisfazer à sua abominável ambição, o que penso ser a mais horrível de todas
as crueldades, que jamais os judeus tiveram de sofrer, por maiores e mais
entranhas que tenham sido as outras; numa só noite, dois mil terminaram sua
vida desse modo.”
Alguns roubavam o pouco que encontravam nos
lares, denunciando uns aos outros, e foram capturados e
sentenciados à pena de morte.
Os jovens mais altos e os que se destacavam pela
beleza foram mantidos para o triunfo. Do resto da população, os que tinham mais
de dezessete anos foram enviados como prisioneiros para trabalhar nas minas do
Egito. Outra parte foi distribuída por todas as províncias para serem
destruídos pela espada ou pelas feras selvagens nos teatros. Os
que tinham menos de dezessete anos – cerca de 90 mil - foram levados para serem
vendidos à escravidão.
Levaram alguns jovens para servir de troféu nos
domínios romanos, e outros para animar o povo nas arenas, que foram devorados
pelas feras.
Sobre essas coisas, disse Jesus: “Eis que eu vo-lo tenho predito.” (Mateus 24:25)