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quarta-feira, 4 de maio de 2022

NÃO FICARÁ PEDRA SOBRE PEDRAS


“E QUANDO Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo.” (Mateus  24, versículo 1 )

O Templo, naquela época, era considerado como uma das maravilhas  arquitetônicas do mundo. O templo era impressionante, e, para os Judeus representava  a presença de Deus entre eles.

Jesus reconheceu a beleza do tempo, porém, fez uma pergunta, e Profetizou:Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.” (Mateus 24:2) 

Diz o comentarista que,  como na época do profeta Jeremias, A DESTRUIÇÃO DO ADORADO Templo dos judeus seria o castigo de Deus por terem se afastado Dele (Se afastado de Deus).

Os discípulos se preocuparam com aquela afirmativa de Jesus, conforme descreve o texto de Mateus, capítulo 24, versículo 3: “E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Diz-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?”

A pergunta subdivide-se em três:

“...quando serão essas coisas...”

“...e que sinal haverá da tua vinda...”

“...e do fim do mundo?”

O Monte das Oliveiras tem 820 metros de altura. Jesus e os seus discípulos estavam cansados. E seria uma boa oportunidade para os discípulos  indagarem de Jesus sobre a derribada do Templo, porém, eles preferiram fazer uma pergunta que tivesse uma grande extensão, indo daquela  época ao fim do mundo.

            O profeta Zacarias predisse que o Messias ficaria sobre este mesmo monte quando retornasse para estabelecer o seu reino eterno (Zc 14.1-4).

Deste feita, iniciaremos o cumprimento das profecias de Jesus, com a destruição do Templo, conforme o capítulo que se segue.

Destruição do Templo

de Jerusalém

Os judeus se revoltaram contra o domínio romano. Vespasiano foi designado pelo cruel imperador Nero para sufocar a revolta dos judeus.

 

Vespasiano, com sua tropa, matou grande número de judeus, porém, não conseguiu dominá-los.

Com a morte de Nero, em 9 de junho de 68 d.C, Vespasiano assumiu o império romano.

O cumprimento da profecia de Jesus, sobre a destruição do Templo (Mateus 24:1-2), aconteceu no ano 70 d.C, quando os judeus não suportando as perseguições  impostas por Vespasiano, se rebelaram contra a sua autoridade imperial.

O general Tito, filho de Vespasiano, que depois também se tornou imperador de Roma, comandando um exército de 70 mil soldados, formados por romanos, árabes e sírios, cercou Jerusalém durante sete meses, mandando construir um muro muito alto, deixando o povo de Deus cercado. Terminada a construção do muro, Tito com sua tropa invadiu Jerusalém; e teve início a um dos maiores combates sangrentos registrado no tempo da Maravilhosa Graça.

O exército de Tito matou 40 mil soldados; um milhão e cem mil civis – crianças, adultos, idosos, mulheres grávidas, amamentando – morreram pela espada ou pela fome, pois a cidade ficou sitiada.

A tropa inimiga agiu implacavelmente com assustador requinto de perversidade. O templo foi destruído e queimado, restando tão-somente o muro ocidental de sustentação da esplanada, que depois recebeu o nome de Muro das Lamentações.

Com Jerusalém cercada, e  faltando  alimentos,  houve terrível fome, pois o comentarista Itamir Neves, no seu livro Comentário Bíblico de Mateus, diz:  “A fome foi tão impiedosa que algumas mães comeram seus filhos para não morrerem.”

Itamir continua: “Grupos rivais dentro da cidade massacraram uns aos outros  e  profanaram  o  templo  muito  antes das  tropas  romanas  entrarem e destruírem a cidade...”

Eusébio de Cesaréia, no seu livro História Eclesiástica, relata, com mais profundidade, a angustia vivida pelo povo judeu num cerco que durou sete meses. E cita a advertência de Jesus que se encontra nos Evangelhos de Mateus, Lucas e Marcos, que diz: “Ai das grávidas, das que tiveram amamentando naqueles dias. Pois haverá grande aflição, tal que jamais houve desde o princípio do mundo até agora, nem haverá.”

Flávio Josefo, no seu livro História dos Hebreus, capítulo 36, página 1334, destaca: “Espantosa crueldade dos sírios e dos árabes do exército   de

Tito e mesmo de alguns romanos que abriram o ventre dos que fugiam de Jerusalém para procurar ouro. Horror que Tito sentiu com isso.”

Muitos judeus conseguiram pular as muralhas e fugiram, levando consigo ouro no seu ventre.

Diz o historiador Flávio Josefo que “Vários então dos sírios e dos árabes (do exército de Tito) começaram a abrir o ventre dos prisioneiros para procurar nas suas entranhas o metal com que queriam satisfazer à sua abominável ambição, o que penso ser a mais horrível de todas as crueldades, que jamais os judeus tiveram de sofrer, por maiores e mais entranhas que tenham sido as outras; numa só noite, dois mil terminaram sua vida desse modo.”

Alguns roubavam o pouco que encontravam nos lares,  denunciando uns aos outros, e foram capturados  e sentenciados à pena de morte.

Os jovens mais altos e os que se destacavam pela beleza foram mantidos para o triunfo. Do resto da população, os que tinham mais de dezessete anos foram enviados como prisioneiros para trabalhar nas minas do Egito. Outra parte foi distribuída por todas as províncias para serem destruídos pela espada ou pelas feras selvagens nos teatros.   Os que tinham menos de dezessete anos – cerca de 90 mil - foram levados para serem vendidos à escravidão.

Levaram alguns jovens para servir de troféu nos domínios romanos, e outros para animar o povo nas arenas, que foram devorados pelas feras.

Sobre essas coisas, disse Jesus: “Eis que eu vo-lo tenho predito.” (Mateus 24:25)