A missa em Latim
Fui católico durante 67 anos. Assisti
várias missas celebradas em latim, porém, já existia a Bíblia Sagrada em português. Desta feita, os féis, que não
conheciam o latim, nada entendiam.
Os padres celebravam as missas de frente
para o altar, e as costas para os fiéis. As primeiras palavras dos padres: “In
nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti ”, cuja tradução para português é: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
A maioria dos
fiéis era pessoas humildes, que não entendiam bulhufas de latim, respondia: Amém!!!!
Finalmente,
Roma deu ordem para celebrar as missas em português. A partir de então os
congregados entendiam tudo que saia das bocas padrescas.
Eu, minha
esposa e minha sogra erámos fiáis às doutrinas de Romana. Não existiam
doutrinas bíblicas, senão as doutrinas da Religião Católica Romana. De tal
sorte, os fiéis não recebiam explicações sobre as passagens das Escrituras. E
assim, faltavam-lhes conhecimento bíblico, bem como crescimento espiritual,
posto que a palavra de Deus era totalmente desprezada, sendo válido o que vinha
de Roma papal. Os fiéis cumpriam os dogmas, ensinos e tradições, não sendo,
portanto, necessário consultar a Bíblia Sagrada.
O confessionário
No ano de 1213 depois
de Cristo, o 4º concílio de Latrão/Roma criou a confissão auricular.
Dentro das
igrejas Católicas Romana existia uma casinha que só cabia uma pessoa sentada, e
tinha uma janelinha com uma tela bem fininha. Os padres entravam e se sentavam
com o ouvido colado numa telinha; e, pelo lado de fora, os pecadores se
ajoelhavam frente para os padres, e contavam-lhes os seus pecados.
Naquela
confissão saia de tudo: adultério, homicídio, roubo, brigas, e os mais variados
pecados.
Terminada a
confissão, os padres lhes perdoavam, porém, recebiam uma pena chamada de
penintência, que implicava em rezar dez Pai Nosso e dez ave-Maria.
Deste modo, os fiéis à doutrina do papa -
homem e mulheres - se ajoelhavam como um desgraçado pecador, e se levantavam
zeradinhos dos seus pecados.
Comecei a
observar que eram tantos os que tinham os seus pecados perdoados, os quais
estavam sempre voltando. E o padre...perdoando! perdoando!
Mas eu nada
entendia das escrituras, pois entre os de tantos pecados eu era um deles.
Os padres
fizeram um reino terrestre. Um reino que não tem a participação do Senhor Deus.
Mas eu e todos os seguidores das tais heresias nã entediámos bulhufas.
Coisa
totalmente absurda, pois Jesus nos ensinou o contrário, na oração do Pai Nosso,
conforme Mateus, capítulo 6, versículo
9, que diz: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus,
santificado seja o teu nome;”
No
versículo 12, do mesmo capítulo 6, disse Jesus: “Perdoa-nos as
nosss ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam.”
Ao terminar
a oração do Pai Nosso, Jesus sintetizou bem sobre de quem deve partir o perdão
dos que ofendem uns aos outros, dizemdo:
“Porque se perdoardes aos
homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos
homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” (Mateus 6:14-15)
Vê-se,
claramente, que é o ofendido quem perdoa o ofensor.
Os padres perdoavam
quem praticava adultério, cujo pecado é proibido por Deus (Êxodo 20:14).
Sobre o adultério,
disse Jesus: “Eu,
porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu
coração cometeu adultério com ela.” (Mateus 5:28)
O
pecado da cobiça é muito complicado, tanto para o homem, quanto para a mulher.
E assim, só Deus perdoa.
Os
padres, porém, se colocavam acima de Deus e acima de Jesus, e perdoavam os
pecados de adultérios. O falso perdão dos padres incentivava os pecadores a
continuarem iludidos por não examinarem as Escrituras, conforme mandou Jesus
(João 5:39) (Do meu trabalho Porque Deixei a Igreja Católica)
Percebendo os erros religiosos
Fui
percebendo alguns detalhes. É nos detalhes que descubrimos muitas coisas. As coisas que milhões não
percebem! Certo dia, eu estava na missa, quando o padre, bem cheio de emoção,
disse: “Dia tal haverá a procissão de nossa senhora tal; depois a imagem ficará
exposta para os fiéis adorarem e venerarem.”
Eu já vinha
desconfiado que aquelas imagens não faziam coisa alguma, pois uma delas caiu e
quebrou-se. E não se defendeu a si mesma, pois se ele tivesse poder não teria
caído, e não se quebraria.
Na Bahia,
houve um temporal, que derrubou uma igraja muito grande, e as imagens que nela
estavam não fizaram nada, pois foram destruídas.
Ora, como me
pregavam que elas tinham poder, vi acontecer tudo o contrário. Percebi que as
imagens não tinham poder nenhum.
As novenas do Natal
Todo final do ano, havia o natal em família na
nossa rua. Os fiéis faziam novenas do Natal, cujo encerramento acontecia na
nossa casa. A imagem de Maria era levada num andor às reridências dos
amigos.
Uma noite na
nossa residência, uma fiel exclamou:
“Olha, mulé,
como nossa senhora está corada!”
Eu olhei
para aquela imagem e vi que não era verdade. Isto me fez dispertar que tudo
aquilo não tinha fundamento. O povo cumpria literalmente os ensinamentos dos
seus líderes da igreja, mas sobre a VERDADE DE DEUS os fiéis eram cegos. E eu,
minha querida esposa e os demais da família, também éramos cegos.
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